Era uma vez um bando de carneiros. Esses carneiros se organizavam numa sociedade organizada, pura e branca, tal a lã. Esses carneiros eram organizados numa sociedade criada por um bode muito inteligente (diferenciando-se dos demais bodes, que fixam bases numa moral prostituída) e vários carneiros espertos. Esses carneiros só tinham um problema, eram subordinados aos bodes. Subordinados a um nível irresponsável. Possuiam autonomia, e no momento oportuno, os bodes a recuperavam, acontecendo assim, todo o futuro na vontade dos bodes. Todo carneiro quer um dia ser um bode, sem perceber que o carneiro é muito mais bonito. Como almejam tornarem-se bodes, acabam sucumbindo às atitudes quase ditatoriais dos bodes.
Mal sabem os carneiros que nunca serão bodes, podem arrancar a lã, podem metaforzearem-se tal kafka, mas sempre, mesmo barbudos, magros e hipócritas, serão carneiros brancos e enjaulados na própria sociedade, e mais ainda, enjaulados na própria consciência de não terem discutido, teimado, brigado com os bodes, quando ainda eram carneiros ativos.
Existe ainda a sociedade das ovelhas, que, submissas a uma hierarquia patriarcal milenar, tornam-se carneiras burras e sem vontade própria.
ps. Não é fator determinante um bode ser ruim, nem um ruim ser bode. A instituição dos Bodes é muito inteligente, alguns membros deturpam sua imagem.
Texto escrito por um velho carneiro de guerra.
Qualquer semelhança com a coincidência é mera realidade.